Estudava na Escola Secundária Passos Manuel, em Lisboa, quando aderiu à Juventude Centrista. Tornou-se presidente da Comissão Política Nacional da JC, em 1990. Apoiado por Adriano Moreira, assumiu a liderança do Centro Democrático Social, em 1992, num congresso realizado em Lisboa, derrotando Basílio Horta e Lobo Xavier.
Durante a sua liderança foi acrescentada a designação de Partido Popular à abreviatura CDS. Optou por um discurso de ruptura em relação às gerações anteriores que asseguraram a direcção partido, nomeadamente quanto às questões europeias, manifestando-se frontalmente contra o federalismo e a favor de uma Europa das nações onde a soberania de cada Estado deveria ser preservada. Nessa linha, reprovou também o Tratado de Maastricht e a União Económica e Monetária, defendendo a possibilidade dos Estados-membros adoptarem, facultativamente, políticas definidas em comum. Defensor da realização de um referendo para a ratificação do Tratado de Maastricht, promoveu uma consulta interna sobre o Tratado da União Europeia no qual este foi rejeitado por 90% dos militantes. Na sequência destes resultados, Freitas do Amaral pediu a demissão do partido, a que se seguiu o abandono dos eurodeputados Luís Beiroco e Carvalho Raposo.
Em 1993 foi eleito deputado ao Parlamento Europeu. Nas eleições legislativas de 1995 deu ao CDS-PP uma das maiores votações de sempre, com mais de meio milhão de votos. Em 1998abandonou a direcção do partido, na sequência de um mau resultado nas eleições autárquicas de 1997. Num congresso realizado em Braga, apoiou a candidatura de Maria José Nogueira Pinto, mas seria Paulo Portas o vencedor. Em 2003, desfiliado do CDS-PP, fundou uma nova estrutura, a Nova Democracia, cuja liderança abandonou em novembro de 2008[1]. Desde 2010 e depois de ter sido candidato à Assembleia da República pelo círculo de Braga nas eleições legislativas de 200, tendo encabeçado da lista do PND/Missão Minho onde obteve 0,77%, afastou-se de quaisquer actividades partidárias.
Jurista de profissão, Manuel Monteiro é licenciado em Direito, pela Universidade Católica Portuguesa. Exerceu funções na Confederação da Indústria Portuguesa, no Banco Comercial Português e leccionou no Instituto Politécnico de Tomar[2], na Universidade Lusíada de Lisboa e na Universidade Lusíada do Porto.Manoel Monteiro é um cordelista muito famoso e seus cordeis são otimos.
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