Manuel Fernando da
Silva Monteiro
Estudava na Escola Secundária
Passos Manuel, em Lisboa,
quando aderiu à Juventude Centrista. Tornou-se presidente da
Comissão Política Nacional da JC,
em 1990.
Apoiado por Adriano Moreira, assumiu a liderança do Centro Democrático Social, em 1992, num congresso
realizado em Lisboa,
derrotando Basílio Horta e Lobo Xavier.
Durante a sua liderança foi
acrescentada a designação de Partido Popular à abreviatura CDS. Optou por um discurso
de ruptura em relação às gerações anteriores que asseguraram a direcção
partido, nomeadamente quanto às questões europeias, manifestando-se
frontalmente contra o federalismo e a favor de uma Europa das
nações onde a soberania de cada Estado deveria ser preservada. Nessa linha, reprovou também o Tratado de Maastricht e a União Económica e Monetária, defendendo a
possibilidade dos Estados-membros adoptarem, facultativamente, políticas
definidas em comum. Defensor da realização de um referendo para a ratificação
do Tratado de Maastricht, promoveu uma
consulta interna sobre o Tratado da União Europeia no qual este foi rejeitado
por 90% dos militantes. Na sequência destes resultados, Freitas do
Amaral pediu a demissão do partido, a que se seguiu o abandono dos
eurodeputados Luís Beiroco e Carvalho Raposo.
Iponax
Vila Nova -
Filho do grande poeta repentista Ivanildo Vila Nova, é também poeta e
declamador desde 1997.
Tem 04 (quatro) CD´S gravados e inúmeras participações em mais de 200 festivais de violeiros nos quais atuou como apresentador e/ou declamador.
Atualmente é gerente do Centro Cultural em Campina Grande e produtor e apresentador de um programa voltado para a cantoria de viola nordestina na Rádio Caturité, também em Campina.
Iponax é também Presidente do Clube do Repente de Campina Grande e é responsável pela realização anual de 08 (oito) festivais de repente e poesia na região.
Tem 04 (quatro) CD´S gravados e inúmeras participações em mais de 200 festivais de violeiros nos quais atuou como apresentador e/ou declamador.
Atualmente é gerente do Centro Cultural em Campina Grande e produtor e apresentador de um programa voltado para a cantoria de viola nordestina na Rádio Caturité, também em Campina.
Iponax é também Presidente do Clube do Repente de Campina Grande e é responsável pela realização anual de 08 (oito) festivais de repente e poesia na região.
Afrânio Brito
ALFA-RÁBIOS (Sonetos e poemas que
mantive anônimos)de outubrde20
Nunca mais falaremos em partir...
Eis-me aqui aos teus pés, arrependido,
Na angústia cruel de ter partido,
De voltar por não ter aonde ir.
Dê-me a mão outra vez, vamos seguir...
Nesse orbe, em lugar nos prometido,
Viveremos da luz do amor vivido,
Na promessa dos brilhos do porvir.
Não te trago as agruras da viagem,
Não conduzo as lembranças da paragem,
Dessa treva que fez-nos conduzir
Pela perpetuação desta semente.
- Pelos filhos, por nós, daqui pra frente
Nunca mais falaremos em partir.
Eis-me aqui aos teus pés, arrependido,
Na angústia cruel de ter partido,
De voltar por não ter aonde ir.
Dê-me a mão outra vez, vamos seguir...
Nesse orbe, em lugar nos prometido,
Viveremos da luz do amor vivido,
Na promessa dos brilhos do porvir.
Não te trago as agruras da viagem,
Não conduzo as lembranças da paragem,
Dessa treva que fez-nos conduzir
Pela perpetuação desta semente.
- Pelos filhos, por nós, daqui pra frente
Nunca mais falaremos em partir.
Se eu não resistir à tempestade
Que me assola e que me estraçalha o peito
Vou cair, mas antes procuro um jeito:
Vou tentar segurar-me na saudade.
Vou buscar ter sustentabilidade
Nos momentos felizes que vivemos.
Se eu sentir que não mais nos merecemos
Buscarei esquecer os dissabores,
Guardarei com paixão somente as flores
Do passado que um dia nós tivemos.
Que me assola e que me estraçalha o peito
Vou cair, mas antes procuro um jeito:
Vou tentar segurar-me na saudade.
Vou buscar ter sustentabilidade
Nos momentos felizes que vivemos.
Se eu sentir que não mais nos merecemos
Buscarei esquecer os dissabores,
Guardarei com paixão somente as flores
Do passado que um dia nós tivemos.
Vem de um tempo cruel, medieval,
Pelas ruas e feiras foi cantado,
Pelos centros mais cultos foi tratado
Como literatura marginal.
O seu nome nasceu em Portugal
Onde o mesmo era exposto num cordão;
No Brasil, numa nova geração,
Juntamente aos poetas da viola,
O cordel hoje entra na escola:
É cultura, é lazer e educação.
Pelas ruas e feiras foi cantado,
Pelos centros mais cultos foi tratado
Como literatura marginal.
O seu nome nasceu em Portugal
Onde o mesmo era exposto num cordão;
No Brasil, numa nova geração,
Juntamente aos poetas da viola,
O cordel hoje entra na escola:
É cultura, é lazer e educação.
SE NÃO VENS, EU PROCURO, E,
PROCURANDO,
POSSA SER QUE EU ENCONTRE UMA RAZÃO
PRO BEM FEITO DE TER OS PÉS NO CHÃO,
E DO ORGULHO SAFAR-ME, PROSPERANDO.
O QUE TENHO É TÃO POUCO E ESTOU DANDO
SEM PEDIR, SEM ME OPOR E SEM BARGANHA;
EU SÓ QUERO ENCOLHER ESSA TAMANHA
DIFERENÇA QUE INIBE A MINHA FÉ.
SE A MONTANHA NÃO VEM A MAOMÉ
MAOMÉ PARTE EM BUSCA DA MONTANHA
POSSA SER QUE EU ENCONTRE UMA RAZÃO
PRO BEM FEITO DE TER OS PÉS NO CHÃO,
E DO ORGULHO SAFAR-ME, PROSPERANDO.
O QUE TENHO É TÃO POUCO E ESTOU DANDO
SEM PEDIR, SEM ME OPOR E SEM BARGANHA;
EU SÓ QUERO ENCOLHER ESSA TAMANHA
DIFERENÇA QUE INIBE A MINHA FÉ.
SE A MONTANHA NÃO VEM A MAOMÉ
MAOMÉ PARTE EM BUSCA DA MONTANHA
Ergam seus cálices - a noite
convida.
Hoje pouco importa o valor da despesa!
Se falta uma taça por sobre essa mesa
Outro dia volta, hoje está perdida.
Importante é não torná-la esquecida...
Alguém, outro cálice erga com firmeza
Ofereça um drinque a “senhor tristeza”,
Quem por essa mesa dava a própria vida.
Eleve outro drinque e beba à vontade
Sem ligar pra angústia que a outros invade;
Junte-se aos que dão alegria e calma.
Por aqui, eu fico com os que me mentem...
Maior que a euforia que hoje vocês sentem
Hoje pouco importa o valor da despesa!
Se falta uma taça por sobre essa mesa
Outro dia volta, hoje está perdida.
Importante é não torná-la esquecida...
Alguém, outro cálice erga com firmeza
Ofereça um drinque a “senhor tristeza”,
Quem por essa mesa dava a própria vida.
Eleve outro drinque e beba à vontade
Sem ligar pra angústia que a outros invade;
Junte-se aos que dão alegria e calma.
Por aqui, eu fico com os que me mentem...
Maior que a euforia que hoje vocês sentem
É a dor que eu sinto por dentro
da alma.
No final de uma crônica sobre
cantadores nordestinos, no seu blog, o poeta, compositor e cantor Sergio Lopes
deixou-me este mote e eu resolvi glosá-lo agora.
“PRO NORDESTE IR AO MUNDO SÓ PRECISA
DO REPENTE, A VIOLA E UM CANTADOR”.
Nossa terra é de vates de bravura,
Onde a sede maior é a do saber;
Apesar de o talento florescer
O governo diz “não” para a cultura.
Mesmo assim aqui temos a mais pura
Poesia que pode um trovador.
Somos todos poetas, sim senhor!
E afirmo a quem se sensibiliza:
“PRO NORDESTE IR AO MUNDO SÓ PRECISA
DO REPENTE, A VIOLA E UM CANTADOR”.
Prá galgar outras terras nós não temos
Aparatos sutis tecnológicos,
Armas fúteis, foguetes antilógicos
E da bomba de nêutron nem sabemos.
Só da simplicidade nos valemos,
Nosso exército é de “improvisador”.
Se chamado pra guerra um dia eu for
Pego o pinho e nem troco de camisa.
“PRO NORDESTE IR AO MUNDO SÓ PRECISA
DO REPENTE, A VIOLA E UM CANTADOR”.
.
Nós não somos celeiro de inventores
Que só criam o que fere e extermina,
Não trazemos uma ave de rapina
Como escudo, endeusando malfeitores.
Nossos ídolos são todos trovadores,
Nosso lema ‘inda é paz e amor,
Nossa ave de símbolo: beija-flor
Que nos campos floridos se eterniza.
“PRO NORDESTE IR AO MUNDO SÓ PRECISA
DO REPENTE, A VIOLA E UM CANTADOR”.
Quem despreza o talento nordestino
Desconhece, portanto, a sua saga.
Quem não lembra da música de Gonzaga?
Quem esquece o poeta Marcolino?
Quem não vê o que faz Zé Laurentino
Desconhece da lira o seu primor.
Leonardo Da Vinci foi pintor
Mas no verso eu supero a "Mona Lisa".
“PRO NORDESTE IR AO MUNDO SÓ PRECISA
DO REPENTE, A VIOLA E UM CANTADOR".
“PRO NORDESTE IR AO MUNDO SÓ PRECISA
DO REPENTE, A VIOLA E UM CANTADOR”.
Nossa terra é de vates de bravura,
Onde a sede maior é a do saber;
Apesar de o talento florescer
O governo diz “não” para a cultura.
Mesmo assim aqui temos a mais pura
Poesia que pode um trovador.
Somos todos poetas, sim senhor!
E afirmo a quem se sensibiliza:
“PRO NORDESTE IR AO MUNDO SÓ PRECISA
DO REPENTE, A VIOLA E UM CANTADOR”.
Prá galgar outras terras nós não temos
Aparatos sutis tecnológicos,
Armas fúteis, foguetes antilógicos
E da bomba de nêutron nem sabemos.
Só da simplicidade nos valemos,
Nosso exército é de “improvisador”.
Se chamado pra guerra um dia eu for
Pego o pinho e nem troco de camisa.
“PRO NORDESTE IR AO MUNDO SÓ PRECISA
DO REPENTE, A VIOLA E UM CANTADOR”.
.
Nós não somos celeiro de inventores
Que só criam o que fere e extermina,
Não trazemos uma ave de rapina
Como escudo, endeusando malfeitores.
Nossos ídolos são todos trovadores,
Nosso lema ‘inda é paz e amor,
Nossa ave de símbolo: beija-flor
Que nos campos floridos se eterniza.
“PRO NORDESTE IR AO MUNDO SÓ PRECISA
DO REPENTE, A VIOLA E UM CANTADOR”.
Quem despreza o talento nordestino
Desconhece, portanto, a sua saga.
Quem não lembra da música de Gonzaga?
Quem esquece o poeta Marcolino?
Quem não vê o que faz Zé Laurentino
Desconhece da lira o seu primor.
Leonardo Da Vinci foi pintor
Mas no verso eu supero a "Mona Lisa".
“PRO NORDESTE IR AO MUNDO SÓ PRECISA
DO REPENTE, A VIOLA E UM CANTADOR".
Esperei todo o janeiro
Pra renovar meu abraço.
Depois veio fevereiro,
Consequentemente março,
Abril, maio, junho e julho,
Agosto e, pra meu orgulho
Do ano passei do meio.
Setembro, outubro e novembro
Se foram... E com dezembro
Graças a Deus você veio!
Você veio nos trazer
Tantas saudosas lembranças,
Hoje vamos, com prazer,
Retornar a ser crianças:
Contar as mesmas piadas,
Dar as mesmas gargalhadas,
Soltar-nos sem ver perigo;
Cantar pular e beber...
Meu Deus, como e bom lhe ver,
Como é bom ser seu amigo!
Que Deus mantenha este laço
De afeto que nos liga,
Pra que a extensão deste abraço
Tome pé, voe e prossiga.
Aqui, onde pro “marmanjo”
Bebidas servem de arranjo,
Tendo as mesas por mobília;
Por cima de qualquer plano
Se reúne todo ano
A nossa GANDE FAMÍLIA.
Muito obrigado a você
Que tamanho esforço fez,
Que se fez por merecer
Estar aqui outra vez.
Ao vê-lo de novo eu fico
Envaidecido e tão rico
Meu peito de amor transborda.
Nesta luz que nos excita
O meu coração saltita
Como quem brinca de corda!
Mas eu quero agradecer
- De alma e de coração -
Principalmente a ”você”
Por um nosso ausente irmão
Que quando daqui mudou-se,
Na sua casa hospedou-se
E quando lhe agradeceu
Da maneira mais cabível
Você foi muito insensível,
Jamais o compreendeu.
E você que ainda insiste
Em brincar de esconde-esconde;
Que não veio, mas tá triste,
Saudoso quem sabe aonde?
Enriquecendo o seu nome,
Que toda glória se some
Á nossa extrema amizade.
Não está só, lhe garanto
Que vou beber o seu pranto,
Vou brindar sua saudade!
Não deixe que a distância
Apague em sua memória
Os seus amigos de infância,
- Capítulos de sua história.
Que tenha luz seu futuro...
E pra que siga seguro
Nessa caminhada sã,
Honestamente me deixe
Que daqui lhe mande um feixe
De raio de sol da manhã!
E a você, amigo meu,
De tanta sinceridade,
Do meu peito para o seu
Reina só fidelidade.
Parabéns pelo bem feito
Casamento, e que em seu leito
Não apareçam empecilhos.
Além de amor e paz,
Que Deus lhe dê muito mais
Que boa esposa e bons filhos!
Muito obrigado a você
Na vida, bem sucedido
E igualmente aquele que
Foi menos favorecido.
Aqui no nosso rebanho
Temos o mesmo tamanho
E a virtude unificada.
Ninguém é mais que ninguém!
Muito obrigado a quem tem
Milhões e a quem não tem nada!
“Amigo é pra se guardar
Do lado esquerdo do peito”.
Se querer, se sublimar,
Se curtir, se ter respeito.
Provar que você existe
Faz minh’alma outrora triste
Safar-se agora em prazer.
Lhe espero no Ano Novo...
Feliz Natal pro seu povo,
Foi bom estar com você!
Pra renovar meu abraço.
Depois veio fevereiro,
Consequentemente março,
Abril, maio, junho e julho,
Agosto e, pra meu orgulho
Do ano passei do meio.
Setembro, outubro e novembro
Se foram... E com dezembro
Graças a Deus você veio!
Você veio nos trazer
Tantas saudosas lembranças,
Hoje vamos, com prazer,
Retornar a ser crianças:
Contar as mesmas piadas,
Dar as mesmas gargalhadas,
Soltar-nos sem ver perigo;
Cantar pular e beber...
Meu Deus, como e bom lhe ver,
Como é bom ser seu amigo!
Que Deus mantenha este laço
De afeto que nos liga,
Pra que a extensão deste abraço
Tome pé, voe e prossiga.
Aqui, onde pro “marmanjo”
Bebidas servem de arranjo,
Tendo as mesas por mobília;
Por cima de qualquer plano
Se reúne todo ano
A nossa GANDE FAMÍLIA.
Muito obrigado a você
Que tamanho esforço fez,
Que se fez por merecer
Estar aqui outra vez.
Ao vê-lo de novo eu fico
Envaidecido e tão rico
Meu peito de amor transborda.
Nesta luz que nos excita
O meu coração saltita
Como quem brinca de corda!
Mas eu quero agradecer
- De alma e de coração -
Principalmente a ”você”
Por um nosso ausente irmão
Que quando daqui mudou-se,
Na sua casa hospedou-se
E quando lhe agradeceu
Da maneira mais cabível
Você foi muito insensível,
Jamais o compreendeu.
E você que ainda insiste
Em brincar de esconde-esconde;
Que não veio, mas tá triste,
Saudoso quem sabe aonde?
Enriquecendo o seu nome,
Que toda glória se some
Á nossa extrema amizade.
Não está só, lhe garanto
Que vou beber o seu pranto,
Vou brindar sua saudade!
Não deixe que a distância
Apague em sua memória
Os seus amigos de infância,
- Capítulos de sua história.
Que tenha luz seu futuro...
E pra que siga seguro
Nessa caminhada sã,
Honestamente me deixe
Que daqui lhe mande um feixe
De raio de sol da manhã!
E a você, amigo meu,
De tanta sinceridade,
Do meu peito para o seu
Reina só fidelidade.
Parabéns pelo bem feito
Casamento, e que em seu leito
Não apareçam empecilhos.
Além de amor e paz,
Que Deus lhe dê muito mais
Que boa esposa e bons filhos!
Muito obrigado a você
Na vida, bem sucedido
E igualmente aquele que
Foi menos favorecido.
Aqui no nosso rebanho
Temos o mesmo tamanho
E a virtude unificada.
Ninguém é mais que ninguém!
Muito obrigado a quem tem
Milhões e a quem não tem nada!
“Amigo é pra se guardar
Do lado esquerdo do peito”.
Se querer, se sublimar,
Se curtir, se ter respeito.
Provar que você existe
Faz minh’alma outrora triste
Safar-se agora em prazer.
Lhe espero no Ano Novo...
Feliz Natal pro seu povo,
Foi bom estar com você!
Literatura popular é a designação corrente e
simplificada de literatura oral tradicional ou literatura popular de tradição
oral, isto é, todo o conjunto de formas simples da arte verbal do povo.
Consoante os autores e os seus contributos teóricos, esta literatura é também apresentada
com outras denominações: literatura oral, literatura tradicional,
etno-literatura ou literatura marginal.
A denominação de literatura popular, em face da ambiguidade do termo
“popular”, tem levantado as objecções de alguns teóricos, como é o caso de
Victor Aguiar e Silva, para quem esta literatura exprime, de modo espontâneo e
natural, na sua profunda genuinidade, o espírito nacional de um povo, tal como
aparece modelado na particularidade das suas crenças, dos seus valores
tradicionais e do seu viver histórico[1].
O principal defensor do nome “literatura popular” é, sem dúvida, Viegas
Guerreiro, que afirma preferi-lo por ser o de “de mais extenso significado”, já
que “cabe nele toda a matéria literária que o povo entende e de que gosta, da
sua autoria ou não”[2].
Nos seus estudos sobre a literatura popular portuguesa, o escritor e
etnólogo Alexandre
Parafita preconiza e justifica a denominação de "Literatura Popular de
Tradição Oral" para qualificar o universo de textos em causa, definindo
tal literatura como o vasto e diversificado conjunto de formas de arte verbal
determinado pelo uso que o povo delas faz e que, por isso, são testemunho da
sua cultura e da sua identidade.
Neste universo de textos, segundo Parafita, são de considerar os contos
populares, lendas, mitos, provérbios, ditos populares, apodos, adivinhas,
lengalengas, orações, rezas, fórmulas de superstições e de mezinhas, esconjuros,
orações com escárnio, pragas, agouros ou profecias, galanteios ou piropos,
quadras, autos populares, romanceiros, cancioneiros, excelências, entre outros.
Este especialista adverte que estes textos vão apresentando variantes mais
ou menos pronunciadas, conforme o espaço
geográfico e a geração que deles se apoderou ou os acolheu, o que vem confirmar o seu
carácter eminentemente oral[3].
Literatura de
cordel é um
tipo de poema popular,
originalmente oral, e depois impressa em folhetos rústicos ou outra qualidade
de papel, expostos para venda pendurados em cordas ou cordéis, o que deu origem
ao nome originado em Portugal, que
tinha a tradição de pendurar folhetos em barbantes. No Nordeste do Brasil, o nome foi herdado (embora o povo
chame esta manifestação de folheto), mas a tradição do barbante não perpetuou.
Ou seja, o folheto brasileiro poderia ou não estar exposto em barbantes. São
escritos em forma rimada e alguns poemas são ilustrados com xilogravuras, o
mesmo estilo de gravura usado nas capas. As estrofes mais comuns são as de dez,
oito ou seis versos. Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa
e cadenciada, acompanhados de viola, como também fazem leituras ou declamações
muito empolgadas e animadas para conquistar os possíveis compradores.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/
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